Foi fundada por Pascoal da Silva, natural de Silveiros, em virtude de um voto que fez quando vinha embarcado de Baia, onde grangeou parte dos seus haveres, para Portugal. Situada no monte da Saia, limites desta freguesia e das de Carvalhas e Fralães.
Em testamento feito em 1717 quer ele ser enterrado na sepultura metida na parede da Capela, ao entrar para a sacristia, e determina que mais ninguém seja aí sepultado. Nomeia para administradores dessa Capela, em primeiro lugar o Comendador de Chavão e em segundo o seu vizinho mais próximo, João Correia de Lacerda.
Declara que tem dois escravos: uma negra de 15 anos e um mulato de 7 anos e que, se este for capaz, assuma mais tarde o lugar de ermitão.
Institui por sua herdeira universal essa Capela e lega-lhe mais « um crucifixo de marfim, com resplendor de ouro, cruz e calvário de ébano e aos pés as três imagens, também de marfim, de S. Pedro, Santa Maria Madalena e S. Jerónimo.
Esta Capela já em 1760precisava de obras e nota-se a falta de um ermitão que lhe tire algumas esmolas para afervorar o culto que ia adormecido.
Os administradores eram porém remissos em fazer obras nela, bem como na casa do ermitão. Este, por fim, tal era o estado dela que teve de a abandonar. Em1773 nota-se que os ladrões arrombaram a porta da casa para pernoitarem aí, propondo-se então que os administradores a demolissem e aplicassem os seus materiais em obras pias.
O Comendador de Chavão opôs-se porém a essa demolição. Em vista disso os moradores de Chorente fazem em 1780 um requerimento a S.A.R, para mudarem a capela para o lugar de Vila, deixando no sítio um cruzeiro de pedra ou padrão.
Não chegou porém a efectuar-se essa mudança. Em 1790 o altar do Livramento já estava na Igreja paroquial.
Continuando a acção devastadora do tempo completa-se a ruína dessa Capela e hoje no sitio onde ela existiu apenas encontramos vagos vestígios dos seus alicerces.