Esta capela também conhecida pela denominação de Santo Amaro, é muito antiga, não se sabendo a data da sua fundação.
O Autor do “Santuário Mariano”, tomo IV, diz que naquela época, 1712, se festeja essa senhora no primeiro domingo depois do Santiago. A imagem desta Senhora é de pedra e de «tanta perfeição que se pode ter por manufactura de artífices do céu». Essa imagem e a de Santa Catarina, também de pedra, se veneram ainda no camarim do altar-mor e devem ser muito antigas, pois por elas se vê o estado primitivo e atrasado dos seus artífices.
O mesmo autor diz que também invocam esta Senhora com o título do Carvalho por se afirmar que aparecera em um grande Carvalho que havia naquele sítio. «Porém como aquela gente pela maior parte é rústica, e só cuida da cultura da terra, de que depende o seu sustento e remédio, só deste se lembra, e não cuidam de fazer memória de semelhantes cousas: os párocos também cuidam dos seus interesses e de que haja muitos frutos para recolher, assim não há tradições, nem quem diga nada da sua manifestação que podia ser fosse muito maravilhosa. Isto dizia Fr. Agostinho de Santa Maria na obra acima citada, os princípios do século XVIII.
A primitiva Capela era, segundo me informam, uma espécie de Nicho com seu alpendre, fechado com grades de madeira. No sec. XVIII foi aumentada e reconstruída em forma de capela, em ponto pequeno e baixo, sendo ampliada nos finais do sec. XIX.
A imagem de Santo Amaro foi ali colocada na ocasião do primeiro acréscimo, e pela devoção deste povo tomou esta, o nome do Santo.